A saída de Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil, poucos dias depois da derrota no segundo turno, provocou reações opostas entre líderes evangélicos. O senador estava obrigado por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, a entregar o passaporte e não deixar o país. Segundo a Polícia Federal, não há registro da viagem nos postos oficiais de imigração.

Quem defendeu

O pastor Silas Malafaia defendeu a viagem e criticou Moraes, dizendo que a esquerda queria ver Flávio preso “sem o devido processo legal”. O bispo Robson Rodovalho, da Sara Nossa Terra, comparou a situação a uma fuga de perseguição e disse que até Jesus ensinou a se proteger. O pastor Teo Hayashi, da Zion Church, afirmou que a decisão do ministro mostra falta de neutralidade.

O pastor Cláudio Duarte preferiu não tomar partido: para ele, quem venceu, venceu, e quem perdeu, perdeu.

Quem criticou

A Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito divulgou uma nota na terça-feira (27) chamando a saída de “ação covarde”. O texto cita Provérbios 28:13 (“quem esconde os seus pecados não prospera”) e afirma que nenhuma identidade religiosa pode servir de proteção contra investigações nem justificar o descumprimento de decisões judiciais.

Flávio é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro, em inquéritos que incluem apurações ligadas a plataformas de apostas. Investigação não é condenação, e vale a presunção de inocência.

Com informações de Folha Gospel, Folha de S.Paulo, Comunhão e Agência Brasil.