O discurso de que um governo de esquerda ameaçaria as igrejas e a família, muito usado nas campanhas de 2018 e 2022, teve menos força entre os evangélicos nesta eleição. A conclusão é de uma reportagem da Folha de S.Paulo, repercutida pela TV Sim Brasil.

Duas razões aparecem na análise. A primeira são os escândalos morais envolvendo nomes do próprio campo evangélico bolsonarista. A segunda é que, depois de quase quatro anos de governo Lula, as previsões de fechamento de templos e de ataques à família tradicional não se confirmaram.

Falas na reta final

Mesmo assim, o tom subiu em alguns momentos. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) chegou a dizer que eleitores de Lula seriam “almas sem Deus”, e o TSE mandou apagar uma publicação dele. Do outro lado, o deputado Otoni de Paula lembrou que Lula nunca apresentou projeto de lei sobre aborto.

No dia 13 de outubro, Lula publicou uma carta dirigida aos evangélicos, em mais um sinal de que o segmento continua no centro da disputa política.

Com informações de Folha de S.Paulo e TV Sim Brasil.